DE SÃO PAULO
O presidente da mineradora Vale, Roger Agnelli, fez nesta sexta-feira seu primeiro comentário público sobre as especulações a respeito de sua possível saída do cargo por conta de pressões políticas.
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Em nota oficial divulgada pela assessoria da empresa, o executivo afirma que "a decisão sobre a escolha do diretor-presidente da Vale compete exclusivamente aos acionistas controladores da empresa", acrescentando: "o que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar. Não tenho envolvimento com qualquer questão política relativa a este assunto".
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
O ministro Guido Mantega (Fazenda), segundo reportagem do "Estado de S.Paulo", solicitou a saída de Agnelli ao presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão. Uma reportagem da Folha publicada ontem apontou que um movimento de empregados e diretores da companhia para entregar, de modo conjunto, seus cargos, caso a mudança na presidência da companhia se concretize.
Ontem, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) negou qualquer tentativa de intervenção do governo no comando da mineradora.
O banco Bradesco reparte o controle da Vale com o Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil), a maior acionista, a trading japonesa Mitsui e o BNDES.
