segunda-feira, 28 de março de 2011

Trombose venosa profunda é silenciosa na metade dos casos

A maior complicação é a embolia pulmonar, responsável por 10% das mortes em hospitais Silenciosa em 50% dos casos, a Trombose Venosa Profunda (TVP) tem na embolia pulmonar sua maior complicação, sendo responsável por 10% das mortes em ambiente hospitalar em todo mundo. A trombose ocorre quando um coágulo sanguíneo é formado dentro das veias profundas, o que leva ao entupimento delas e pode causar a morte. Especialistas alertam que a prevenção por meio de exames ortopédicos, uso da meias elásticas, anticoagulantes e exercícios físicos ainda é a melhor forma de evitar o desenvolvimento da enfermidade. Conscientes da importância da prevenção, as unidades de saúde têm se dedicado cada vez mais a intensificar sua divulgação. Caso do Hospital Luxemburgo, que recentemente promoveu a Semana de Conscientização de Profilaxia do Tromboembolismo Venoso, voltada a orientar pacientes, enfermeiros e médicos. O evento foi exclusivo para pacientes internados na unidade e profissionais da área médica. Uma pesquisa realizada no país pelo IBOPE com mais de mil entrevistados mostra que 44% da população do Sudeste corre risco de desenvolver TVP. Desse percentual, que inclui homens e mulheres, 41% têm risco baixo, 21% moderado, e 39% estão na faixa de alto risco. Além disso, 41% da população do Sudeste não sabem apontar as medidas preventivas para a trombose. Para o presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, Guilherme Pitta, os resultados da pesquisa apontam que é preciso aumentar a conscientização da população sobre a doença e suas consequências. O coordenador do Centro de Terapia Intensiva e da Comissão de Prevenção Tromboembolismo Venoso do Hospital Luxemburgo, Rogério Sad, afirma que três sintomas podem ajudar a identificar a doença. “São as dores, vermelhidão e inchaço nas pernas”. Segundo ele, a doença acomete, além dos que já tem predisposição genética, fumantes, obesos, pessoas com idade acima de 40 anos e os que são sedentários. “Os pacientes que combinam a mobilidade reduzida devido a uma cirurgia, por exemplo, com esses fatores de risco têm mais chance de desenvolver a trombose”. O médico explica que uma pessoa submetida à internação fica mais suscetível a problemas circulatórios que, em muitos casos, podem ter consequências graves. Segundo ele, quem passa por uma cirurgia de quadril, por exemplo, tem 50% de chance a mais de desenvolver uma trombose, caso o procedimento de profilaxia não seja adotado. O mesmo vale para cirurgias de joelho (15%), e outras em geral, quando o risco pode aumentar em até 25%. Considerada por muitos uma doença restrita a adultos e idosos, a trombose atinge também crianças e jovens. O cirurgião vascular Carlo Rachid Dellareti confirma que a trombose atinge qualquer pessoa, independentemente da faixa etária. “Nos pacientes mais jovens a preocupação é alta porque seus organismos estão em desenvolvimento e não têm defesa como um adulto”, explica o médico. O alerta é ainda maior para o sexo feminino. Segundo Carlo, a incidência da doença nas mulheres jovens é duas vezes maior que em um homem por causa do uso de anticoncepcionais, da gravidez e do período pós-parto. Clarissa Carvalhaes - Repórter - 28/03/2011 - 10:09 Fonte: Hoje em Dia (Portal R7) site http://www.hojeemdia.com.br/cmlink/hoje-em-dia/vida/saude/trombose-venosa-profunda-e-silenciosa-na-metade-dos-casos-1.258680

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